Banzando X.


Quem vigia o vigia?

(...) But poetry defeats the curse which binds us to be subjected to the accident of surrounding impressions. And whether it spreads its own figured curtain, or withdraws life’s dark veil from before the scene of things, it equally creates for us a being within our being. It makes us the inhabitants of a world to which the familiar world is a chaos. It reproduces the common universe of which we are portions and percipients, and it purges from our inward sight the film of familiarity which obscures from us the wonder of our being. It compels us to feel that which we perceive, and to imagine that which we know. It creates anew the universe, after it has been annihilated in our minds by the recurrence of impressions blunted by reiteration. (...)

Shelley, A defense of poetry.


Portanto, Candido transformou o sentido usualmente atribuído à "precariedade" do ambiente cultural brasileiro, sempre dependente do aval forâneo -- ainda hoje, aliás, como atesta a dócil assimilação da última voga dos centros de produção do discurso hegemônico contemporâneo: em lugar de exclusivamente deplorar a "precariedade" ou considerá-la obstáculo intransponível, Candido incorporou-a como dado criativo ou, ao menos, como elemento que estimulou um trabalho específico de incorporação do que de melhor se produziu na cultura ocidental. (...)

João Cezar de Castro Rocha, História Literária, Modernismo e Formação, in: Trocas e transferências culturais; escritores e intelectuais nas Américas, editora EdUFF, p. 74.


To create a little flower is the labour of ages.

William Blake, Proverbs of Hell.


For all men live by truth, and stand in need of expression. In love, in art, in avarice, in politics, in labor, in games, we study to utter our painful secret. The man is only half himself, the other half is his expression.

Ralph Waldo Emerson, The Poet.


Não sei distinguir música de lágrimas.

Friedrich Nietzsche, Ecce Homo, cap. 2, Por que sou tão inteligente, trad. Paulo César de Souza, Cia das Letras, 2011, p. 44.

§

Eu não sou um homem, sou dinamite.

Friedrich Nietzsche, idem, cap. 14, Por que sou um destino, idem pros três, p. 102.

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